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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Aos burros


LOGROS E LOGRADOS

Juremir Machado da Silva - Correio do Povo

O meu espírito é anarquista por natureza. Por mim, no extremo, fazendo caricatura, só profissões capazes de realmente colocar em risco a vida de um a pessoa, como medicina, deveriam exigir um diploma universitário específico. Mas isso é um sofisma bem ao gosto do raciocínio de mesa de bar. Conversa fiada. Universidade é cultura, experiência de vida, leitura, reflexão, espaço de discussão, descoberta do mundo, construção de imaginário. Faz o cérebro funcionar.

Quando eu ouço um jornalista dizer que passou quatro anos na faculdade e não aprendeu nada, sou categórico: o problema não é da faculdade. Por pior que ela seja. É do cara que diz uma asneira dessas. Só tem duas explicações: ele é burro ou é burro. Ou é burro intelectualmente, incapaz de aprender, ou é burro emocional, cego para as oportunidades.

Claro, o sujeito pode ser gênio. Jamais conheci um. Nem Jean Baudrillard, Jean-François Lyotard e Jacques Derrida, com quem aprendi muito e achava assombrosamente inteligentes. Nem, para ficar em vivos universalmente conhecidos, Umberto Eco e Edgar Morin. Tenho encontrado muitas pessoas inteligentes. Todas dizem que aprenderam bastante na universidade e souberam continuar aprendendo por conta própria.

Eu não tenho complexos. Estou bem satisfeito com a minha inteligência. Aprendi muito na Faculdade de Comunicação e História da PUC. Aprendi muito no curso de Antropologia da Ufrgs (terminou mal). Aprendi muito na Aliança Francesa em Paris, no Instituto Goethe, em Berlim (já esqueci), na Sorbonne, com Michel Maffesoli, no Colégio da França, onde segui as aulas de Pierre Bourdieu e Umberto Eco, na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, com Derrida e Castoriadis.

Aprendi muito nesses lugares. Mas meus primeiros e decisivos aprendizados foram na Famecos, onde hoje me orgulho de ser professor. Aprendi e vi meus colegas aprenderem. Entramos todos meio toscos e saímos, em geral, muito melhores. Nas humanidades, onde se insere o jornalismo, o fundamental é o espaço de efervescência.

Nada mais patético, quase sempre, do que ler opiniões sobre educação e ciência de jornalistas que desprezam a academia. São opiniões positivistas, anacrônicas, retrógradas, pré-Eistein (ia dizer pré-Popper, mas isso os obrigaria a uma corrida para o Google), baseadas num 'conteudismo' primário do tipo saber na ponta da língua a capital do Casaquistão ou se lembrar do valor do pi. Cursos de jornalismo em empresas muitas vezes descambam para isso.

Em Porto Alegre, já se teve cursos de empresa com o pessoal de uma entidade ultraconservadora europeia. Os guris não ficavam melhores como jornalistas, mas se tornavam reacionários e vestiam para sempre a camiseta dos patrões. Uma boa faculdade de Jornalismo deve ensinar a fazer o jornalismo global provinciano. Mas, acima de tudo, deve criar condições para se discutir esse jornalismo rasteiro e arrogante. Enfim, graças à Famecos, eu descobri um mundo novo de teoria, prática e autores. E reaprendi a escrever. Vai ver que, para um idiota como eu, uma faculdade faz bem.

juremir@correiodopovo.com.br

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O exemplo sórdido do Jornalismo estupidamente Ordinário




Pergunta da dita apresentadora do TerraTV: "Outra questão recorrente aqui no chat é sobre o sofrimento dos passageiros. Todo mundo quer saber se demorou, se foi sofrido, se as pessoas tiveram a certeza de que iriam morrer".

Resposta do coitado, diretor de segurança de voo, do Sindicato dos Aeronautas: "Eu penso que sim".

Mas deveria ser assim: "Não, os passageiros nem deram bola, pensaram ser alguma pegadinha do Terra, tipo gozação dalgum apresentador idiota".

terça-feira, 31 de março de 2009

Desmissmiolada


Sem noção, Miss Universo acha Guantánamo 'suuuper divertido'

Portal Terra

GUANTÁNAMO - Dayana Mendoza, atual Miss Universo, e Crystal Stewart, Miss Estados Unidos 2009, visitaram as tropas americanas na base militar da baía de Guantánamo, no último dia 20, segundo o jornal The New York Times. A viagem pela ilha durou cinco dias e a Miss Universo publicou em seu blog que Guantánamo é "suuuuper divertido".

"Esta semana, Guantánamo!!! Foi uma experiência incrível... Todos os rapazes do Exército foram surpreendentes com a gente. Visitamos os acampamentos dos detidos e vimos os presídios, o lugar onde eles tomam banho, como eles se divertem vendo filmes, tendo aulas de arte, livros. Foi muito interessante. Pegamos uma carona com os Mariners para conhecer a divisa com Cuba, onde eles nos contaram um pouco da história do lugar", escreveu.

"Eu não queria sair, era um lugar relaxante, tão calmo e bonito", falou sobre uma das praias que conheceu.

A base de Guantánamo é o local onde tropas americanas mantêm presos acusados de terrorismo. Há várias acusações de tortura contra os prisioneiros do local.

Dayana foi eleita Miss Universo em 13 de julho de 2008, e recebeu a coroa no Vietnã. Ela tem 22 anos e foi Miss Venezuela em 2007.

10:24 - 31/03/2009

Aulas de arte em Guantánamo? Socorro!, parem a nave porque eu quero sair

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

o site EGO e o revolucionário recurso da vasectomia para casos de câncer mamário


"Em 1998 a cantora passou pelo pior momento de sua vida ao ser submetida a uma VASECTOMIA devido a um câncer de MAMA."