Mostrando postagens com marcador tv digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tv digital. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O livro da Compós 2009



Desafios para a comunicação

LIVRO DA COMPÓS - 2009
Orgs. Sebastião Squirra e Yvana Fechine

No cenário de implantação da televisão digital no Brasil e frente a processos comunicacionais cada vez mais orientados pela multiplicidade tecnológica e pela convergência midiática, uma questão nova surge para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais de comunicação: quais são - ou quais podem ser - os conteúdos dessa TV que tem provocado tanta esperança e ceticismo? Foi a partir de questionamentos como esse que surgiu esta coletânea proposta pela Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS). Os 18 artigos aqui reunidos versam sobre as transformações na linguagem e na tecnologia dessa "nova televisão", sobre os cenários político-econômicos e modelos de negócios da TV digital, sobre tendências e experiências internacionais a partir da digitalização do meio nos seus distintos padrões. No conjunto, os textos registram um momento fundamental das discussões em torno da TV digital no Brasil.

A televisão digital traz muitos desafios à Comunicação, e um dos principais é a produção de conteúdos. Assinado pela Associação Nacional de Pesquisadores em Comunicação (COMPÓS), este livro apresenta um panorama inédito sobre o tema, contando com a colaboração de teóricos e produtores de conteúdo do Brasil e de outros países.

Autores: Adriana Omena dos Santos; Ana Silvia Lopes Davi Médola; André Barbosa Filho; Arlindo Machado; Carlos Ferraz; Carlos Scolari; César Bolaño; Cosette Castro; Ed Pôrto; François Jost; Karla Patriota; Lívia Cirne; Lorenzo Vilches; Marcelo Fernandes; Marcelo Zuffo; Marcos Dantas; Miriam Wimmer; Octavio Pieranti; Regina Mota; Renata Shimabukuro; Valdecir Becker; Valério Brittos; Vicente Gosciola; Walter Teixeira Lima Júnior

Capa: Letícia Lampert
Nº de páginas: 390
ISBN: 978-85-205-0527-4
Preço de Capa: R$ 45,00

Departamento editorial e divulgação: (51) 3019. 2102

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Uat iz dis?


Maior vilão da TV Digital é a falta de conhecimento sobre seus benefícios

Redação - InfoMoney

SÃO PAULO - "Se você, que é jornalista, está me fazendo todas essas perguntas, imagine o resto dos brasileiros". A colocação do vice-presidente do Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre), Móris Arditi, explica o maior desafio enfrentado pela TV Digital, hoje, no Brasil: falta de conhecimento.

Segundo Arditi, ainda existem muitas dúvidas e as pessoas não entendem as vantagens da TV Digital. Até por isso, um dos desafios para atrair mais usuários é a divulgação dos seus benefícios através da mídia.

Treinamento
Mas não basta que o usuário esclareça suas questões. Outros desafios citados pelo vice-presidente é o treinamento de lojistas, instaladores e também de antenistas.

Afinal, mais informados, os lojistas vão conhecer a tecnologia e estarão amparados para esclarecer as dúvidas dos consumidores.

Já os instaladores e antenistas precisam conhecer a TV Digital, para instalar corretamente o produto e, assim, proporcionar uma boa recepção.

Arditi ainda explica que a antena necessária para recepção do sinal, já que os canais digitais são UHF, não requer sofisticação, e sim equipamento correto, por isso a necessidade de conhecer a tecnologia.

Expansão de cobertura
Além de espalhar informações e treinar adequadamente o pessoal do ramo, ainda existem outros desafios que a TV Digital deve enfrentar para conquistar mais usuários.

Para alcançar mais pessoas e mais cidades, é preciso que se expanda a cobertura nacional. Segundo o executivo, até o fim de 2008 serão 20 milhões de pessoas com potencial para ter a TV digital, um montante que representa o dobro da população do Chile e só 10% da do Brasil.

Arditi explica que, embora as adoções digitais estejam adiantadas em relação ao calendário, esse é um fenômeno gradativo, pois as emissoras precisam de dinheiro para realizar a troca de sistema e ainda faltam incentivos, principalmente para as pequenas empresas.

Interatividade
Outro atrativo para os consumidores aderirem à TV Digital é a prometida interatividade, que ainda não foi implantada no País. De acordo com o Arditi, a expectativa é que a comercialização inicie em meados de 2009.

Ele explica que a Ginga - tecnologia da interatividade - já está toda especificada (salvo pequenas discussões, como se terá parte Java desde o início ou não, mas que não atrasam a implementação) e, agora, passa por fase de implantação e testes.

Assim, com o início da interatividade, já existirá a possibilidade de realizar transações financeiras, como consulta ao saldo e doc, só dependendo de as instituições financeiras (bancos e operadoras de cartão) proporcionarem o serviço aos clientes, bem como que o usuário adquira aplicativo específico.

Expansão internacional
Arditi ainda destaca que a divulgação do sistema de TV Digital deve ser feito para países vizinhos, a fim de que eles adotem a tecnologia usada no Brasil.

Primeiro, porque essa adoção levaria a indústria brasileira a exportar os equipamentos necessários para recepção e distribuição do sinal. Segundo, que, quanto maior o campo de cobertura, melhor, já que os moradores das fronteiras seriam beneficiados.

Televisores digitais
Assim, entre informação, treino de vendedores e instaladores, expansão nacional e internacional e a interatividade, a TV Digital ainda tem alguns bons desafios a enfrentar e alcançar todo o Brasil.

Entretanto, Arditi destaca que esta é uma tecnologia nova, ainda cara, penosa e lenta, mas que, com o tempo, isso vai mudar. Assim como o celular e o aparelho DVD tiveram dificuldades e preços altos no princípio, futuramente a TV Digital será acessível tanto financeiramente quanto localmente.

A tendência é que os televisores venham com set-top box embutido. "No futuro, os televisores serão digitais, como todos hoje são coloridos e não se encontra mais o preto e branco", avalia o vice-presidente.