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domingo, 5 de julho de 2009

O migué dos currículos no Palácio do Planalto


Erro corrigido

Site da Casa Civil dizia que Dilma tinha feito mestrado em teoria econômica. Unicamp nega
O Globo
Publicada em 03/07/2009 às 23h48

SÃO PAULO e BRASÍLIA - Apesar de a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, não ter concluído nem mestrado nem doutorado, o site oficial da Casa Civil informava que ela é "mestre em teoria econômica pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutoranda em economia monetária e financeira pela mesma universidade", segundo reportagem da revista "Piauí" deste mês. Com a revelação, a Casa Civil foi obrigada a mudar o texto nesta sexta duas vezes.

Na Plataforma Lattes, base de dados de currículos e instituições, Dilma se identifica como mestra em ciência econômica, pela Unicamp, com título obtido em 1979, e informa que começou, em 1998, doutorado em ciências sociais aplicadas. O diretor de registro acadêmico Antônio Faggiani disse, porém, que Dilma "nunca se matriculou em nenhum curso de mestrado na Unicamp". A pedido da "Piauí", foi verificado também o arquivo morto da universidade, e Faggiani confirmou: "O que existe, oficialmente, é a matrícula no curso de doutorado, em 1998, abandonado em 2004, quando acabou o prazo para a integralização dos créditos". Assessoria da Casa Civil admitiu que site da Presidência errou

A assessoria de imprensa da Casa Civil admitiu nesta sexta que o site da Presidência da República informava erradamente que Dilma tem mestrado e é doutoranda. A informação foi corrigida ao longo do dia. Primeiro, o texto foi trocado para "cursou mestrado e doutorado pela Unicamp". Mais tarde, nova mudança no site: "Foi aluna de mestrado e doutorado em ciências econômicas pela Unicamp, onde concluiu os respectivos créditos".
Segundo a Casa Civil, Dilma foi aluna do curso de pós-graduação (nível mestrado) em ciências econômicas da Unicamp entre março de 1978 e julho de 1983. A ministra afirma que cumpriu os créditos exigidos pelo programa, mas diz que não defendeu a dissertação porque assumiu a Secretaria Municipal de Fazenda de Porto Alegre. Universidade: matrícula abandonada no doutorado

Em 1998, ela ingressou no doutorado na Unicamp. Mas, novamente, não defendeu a tese, porque foi novamente assumir cargo político. Ela foi secretária de Minas, Energia e Comunicações do Rio Grande do Sul, de 1999 a 2002, e em seguida assumiu o Ministério de Minas e Energia (2003).
Segundo a Diretoria Acadêmica da Unicamp, Dilma começou o doutorado em 1998, mas o curso ficou inconcluso. Ela não se matriculou para o primeiro período letivo de 2000, e teve a matrícula cancelada. A Unicamp, ontem, também não confirmou que a ministra tenha feito o mestrado na instituição. "O documento apresentado para matrícula no doutorado foi o diploma de bacharelado em ciências econômicas, obtido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O mestrado não é pré-requisito para o doutorado", informou em nota.

Não é só no site da Casa Civil que o currículo de Dilma tem informações erradas. Também o site da Petrobras informava, até a noite desta sexta, que Dilma, presidente do Conselho de Administração da estatal, é "mestre em teoria econômica (1979) e atualmente é doutoranda em economia monetária e financeira pela Universidade Estadual de Campinas", embora a ministra não tenha o primeiro título nem esteja cursando o doutorado.
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Erro

Celso Amorim também inflou currículo com doutorado

O Globo
Publicada em 04/07/2009 às 22h50m - Deborah Berlinck - Correspondente e Luiza Damé

BRASÍLIA e PARIS - O hábito de inflar currículos acadêmicos no governo não se restringe à ministra Dilma Rousseff - que informava no site da Casa Civil ser mestre em teoria econômica pela Unicamp, sem ter concluído o curso. No site do Ministério das Relações Exteriores, consta no currículo do ministro Celso Amorim que ele é doutorado em Ciências Políticas/Relações Internacionais pela London School of Economics and Political Science (1968-1971). A informação está incorreta.

Neste sábado, em Paris, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele admitiu que também não concluiu o curso e não tem o diploma:
- Não tenho mesmo (diploma de doutorado). Fiz estudos de doutorado na London School. Mas nunca terminei. Não é mistério. Nunca disse diferente. Inclusive, quando fiz o meu currículo escrevi: PHD abd, que é como eles usam nos Estados Unidos e na Inglaterra, que é all but dissertation (tudo menos a dissertação). Não estava pronta a dissertação. Depois até mudei o currículo: botei estudos de doutorado, para não deixar dúvida. Itamaraty mantém informação no site

A informação sobre o currículo de Amorim ocupa pouco mais de uma linha no site do ministério. O Itamaraty informou que qualquer atualização do currículo só deverá ser discutida a partir de segunda-feira.

A assessoria de Dilma divulgou declaração do coordenador de pós-graduação do Instituto de Economia da Unicamp, Antonio Carlos Brandão, atestando que Dilma foi aluna regular do curso de pós-graduação (nível mestrado) em Ciências Econômicas, de março de 1978 a julho de 1983. Segundo o professor, ela cumpriu todos os créditos exigidos, mas não fez a dissertação, sem concluir o curso. Na revista "Piauí", o diretor de registro acadêmico, Antonio Faggiani, informou que Dilma sequer havia se matriculado no mestrado.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Dotô delegado



Excelente entrevista publicada hoje na Gazeta do Povo. Porém, cabe uma perguntinha: DOUTOR? Qual será o DOUTORADO do delegado para ele merecer ser chamado desta forma?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Um doutor rendimento


Teses de doutoramento à venda por 50 mil euros

CARLA AGUIAR - Diário de Notícias - Lisboa

A massificação dos doutoramentos, que triplicaram em dez anos, abriu a porta ao negócio e à falsificação. Vendem-se teses por milhares de euros e alguns são plágios. Só pontualmente é que os professores dão conta de que se trata de cópias, facilitadas pelas bases de dados na Internet
Quanto vale uma tese de doutoramento? Se para muitos é condição para preservar um emprego na carreira académica e, para outros, uma arma no cada vez mais competitivo mercado de trabalho, há quem tenha na "produção" ou falsificação de teses uma actividade lucrativa. O preço cobrado por uma tese de doutoramento - que abre portas na administração pública, política e empresas - pode chegar aos 50 mil euros, segundo disse ao DN um professor universitário. Mas se a exigência e a bolsa forem limitadas, há preços mais baixos.

O negócio vale tanto para teses de mestrado ou doutoramento como para trabalhos de faculdade, chegando até a ser publicitado na internet. O fenómeno é conhecido de professores arguentes de várias universidades ouvidos pelo DN, que pontualmente são confrontados directamente com casos de plágio ou, não o sendo, conhecem situações de quem admitiu ter comprado a tese.

Uma professora de Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Évora viu-se confrontada com uma cena embaraçosa: enquanto membro do júri de uma prova de doutoramento naquela área de estudos, assistiu à confrontação da doutoranda com uma acusação de plágio, quando esta se preparava para defender a tese. Lavada em lágrimas, a doutoranda acabaria por admitir ter comprado a tese. Pensava ter adquirido um original, mas venderam-lhe um produto repescado da Internet.

Outro caso semelhante ocorreu com uma professora do Instituto de Estudos Jornalísticos, em Coimbra, que, enquanto arguente, acabaria por rejeitar a defesa da tese de uma doutoranda, por se ter apercebido de uma situação de plágio. Os exemplos sucedem-se, embora sejam tratados com a máxima discrição dentro do meio académico, uma vez que estas situações acabam por expor também os próprios orientadores de tese.

A Internet é a fonte de informação, por excelência, tanto para quem plagia, a ver se pega, como para quem faz disso um negócio. Não só estão disponíveis trabalhos portugueses, como se podem encontrar teses realizadas em qualquer parte do mundo.

Desde 2002, existe o Registo Nacional de Teses de Doutoramento em Curso, uma base de dados online, de livre acesso, onde se podem consultar todos os trabalhos de investigação realizados ou reconhecidos pelas universidades portuguesas.

A base de dados é gerida pelo Observatório da Ciência e Tecnologia, sob tutela do respectivo ministério, mas não tem mecanismos de alerta para trabalhos que sejam demasiado parecidos. Fonte oficial do Ministério do Ensino Superior rejeitou, em declarações ao DN, qualquer responsabilidade na prevenção de plágios, remetendo-a para o júri, que "deve estar a par da investigação nas suas áreas".

Cristina Ponte, professora de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, diz ter conhecimento da existência de plágios, embora nunca tenha sido pessoalmente confrontada com um caso nas muitas provas de doutoramento de que é arguente. "É impossível eliminar o risco de um plágio passar, sobretudo em teses de 700 páginas e quando tudo está disponível online", diz aquela investigadora, acrescentando: "Mas há alguns critérios a seguir como a capacidade de argumentação do doutorando, a criatividade e a existência ou não de trabalho de campo."

Em todo caso, Cristina Ponte lembra que o plágio não é necessariamente uma questão nova: "Antes da Internet, as teses também estavam disponíveis na Biblioteca Nacional e não havia tantos mecanismos como agora para os detectar."

Opinião idêntica tem Francisco Ferreira, professor da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UNL, que aponta a existência de bases de dados científicas, que permitem pesquisar por palavras-chave.

Algumas universidades, como a Lusófona, acabam de adoptar um programa informático, o Ethorus, que facilita a detecção de plágios. Mas, ao contrário dos códigos de universidades americanas, em que o plágio pode dar lugar a expulsão, em Portugal, a penalização é discreta. É-se convidado a retirar os trabalhos, podendo ser reapresentados depois. E tudo morre no silêncio das cumplicidades do meio académico.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Meu herói


Americano de 67 anos acumula 27 cursos acadêmicos, sendo 20 mestrados

Ele também fez um doutorado, três especializações e três graduações.
Atualmente, Michael Nicholson está cursando mais dois mestrados.

Do G1, em São Paulo

Michael Nicholson já fez 20 mestrados, um doutorado, três especializações e três graduações. (Foto: Reprodução/Kalamazoo Gazette)
A paixão do norte-americano Michael Nicholson, de 67 anos, é estudar. Desde 1963, ele já fez 27 cursos, sendo 20 mestrados, um doutorado, três especializações, além de três graduações, segundo reportagem do "Kalamazoo Gazette".

Nicholson começou com uma graduação em educação religiosa na William Tyndale College, em Detroit. Depois, ele fez um mestrado em teologia em Dallas.

Em sua longa vida acadêmica, entre os 27 diplomas que coleciona, Nicholson cursou dez mestrados, uma especialização e um doutorado na Universidade do Oeste de Michigan, recorde na história da instituição.

Atualmente, ele está cursando dois mestrados na Universidade Grand Valley State, em Allendale. "Ele está intrinsecamente motivado. Ele não faz alarde sobre o que está fazendo", disse o professor Tom Carey, em referência a Nicholson.

"Gosto de estudar como um meio de independência", disse. "Tenho liberdade acadêmica e posso estudar ou fazer o que eu quero", acrescentou Nicholson, que mora com sua mulher, Sharon, em Kalamazoo desde 1980.

Nicholson manteve um estacionamento na Universidade do Oeste de Michigan por 11 anos e se aproveitou de descontos oferecidos para cursar vários de seus mestrados nessa instituição. Inspirado no marido, Sharon Nicholson possui sete cursos acadêmicos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Uol!


Chamada de Projetos para o UOL Bolsa Pesquisa - Edição 2009

Prazo para submissão de projetos: 15 de fevereiro de 2009, às 23:59 (horário de Brasília)

Documentos necessários:
Formulário de Submissão de Projeto
Formulário de Inscrição de Aluno Candidato
Currículo do pesquisador proponente (opcional) - arquivo em formato PDF ou PS. O Currículo Lattes/CNPq será consultado.
Cópia digital dos seguintes documentos (em formato compacto. Por exemplo, JPEG ou GIF. Evitar formatos pouco compactos ou não-usuais. Por exemplo, bitmap, TIFF, PNG etc.):
Histórico escolar (no caso de graduação, será dada preferência para alunos que tenham completado pelo menos o primeiro semestre e tenham algum histórico; se o mestrado tiver se iniciado neste semestre, o histórico de graduação; se o doutorado tiver se iniciado neste semestre, o histórico do mestrado; sugere-se fortemente o histórico de graduação nos casos de alunos de mestrado e doutorado) – obrigatório.
Comprovante de matrícula de graduação, mestrado ou doutorado na universidade ou faculdade no presente semestre – obrigatório.
Comprovante de aprovação de dissertação (em caso de mestrado) – desejável; alunos com propostas aprovadas terão preferência.
Comprovante de aprovação de tese (em caso de doutorado) – desejável; alunso com propostas aprovadas terão preferência.

Divulgação dos resultados: 9 de março de 2009. Para os projetos aprovados, o UOL solicitará cópia física dos documentos digitalizados apresentados durante o processo seletivo para fins de conferência.

Início da bolsa: 16 de março de 2009.

Submissão dos projetos:: os formulários preenchidos devem ser encaminhados para l-bolsapesquisa@uolinc.com.

Principais interesses:
legislação e jurisprudência do spam;
tecnologias para combate ao spam;
redes sociais;
blog e jornalismo digital;
redes peer-to-peer;
busca na Internet;
busca em mídias audiovisuais e streaming;
testes de Turing (Captcha);
aplicações de compressão em transmissão de dados.

Avaliação da capacidade de pesquisa do professor proponente:
O UOL Bolsa Pesquisa prioriza bolsas para projetos conduzidos por professores que, no papel de pesquisadores, mostram experiência e capacidade comprovada de formação de recursos humanos nas esferas de doutorado, mestrado e graduação;
publicação de artigos técnicos nos principais veículos nacionais e internacionais da sua área de atuação;
atuação em uma das áreas temáticas de interesse do UOL.
Será priorizada, inicialmente, a concessão de no máximo duas bolsas por pesquisador proponente.

Valores das bolsas
Os valores das bolsas mensais para os níveis de graduação, mestrado e doutorado, bem como a bolsa de produtividade em pesquisa para os professores são:

graduação/iniciação científica: R$ 558,81;
mestrado: R$ 1.676,41;
doutorado: R$ 2.794,02;
professor: R$ 1.117,61 + 15% do valor da bolsa de cada orientado.
Os valores das bolsas são brutos e impostos federais podem ocorrer sobre eles.

Observações:
A partir da submissão da solicitação de bolsa o professor proponente receberá um número de processo que será usado em todas as comunicações com o UOL;
Qualquer outro ponto não apresentado aqui será deliberado exclusivamente pelo UOL;
Em todas as comunicações com o UOL, bem como em todas as publicações produzidas dentro do âmbito do UOL Bolsa Pesquisa as regras de propriedade intelectual devem ser respeitadas.